Ler para os bebés, sim!


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Domingo, 16 de Junho de 2013


Estimular a leitura é um comportamento que deverá ser incentivado desde tenra idade.




Quando o assunto é estimular e incentivar a leitura em bebés surge imediatamente a pergunta "Mas que tipo de livro posso ler ao meu bebé?", "Serão as histórias de fadas e princesas adequadas?" ou "Serão melhor livros apenas com desenhos?". Pois bem, para um bebé até ao 1 ano de idade, não importa o conteúdo da história, pois não compreende os dilemas apresentados, mas já consegue sentir o prazer em escutar a história.
Fomentar esta actividade permite uma importante interacção entre o adulto e o bebé. É por meio da modulação do seu tom de voz, da interpretação que dá à história, que o bebé vai conhecendo o mundo. E assim, nasce a aquisição da linguagem e a construção do pensamento. 

O QUE LER, COMO LER
Poesias, histórias de repetição, lengalengas, tudo o que envolva ritmo e musicalidade. Seja criativo, pegue em fantoches e conte uma história. As diferentes formas de leitura, as pausas, o virar da página, a mudança de um paragrafo ensinam o bebé a lidar com os momentos de silêncio, que no fundo são cheios de significado. 

DIVIRTA-SE COM O SEU FILHO
Ponha mãos à obra, e na hora de ler uma história tenha em atenção:
  • Prepare o ambiente, coloque o seu bebé ao colo e leia a história com calma;
  • Escolha sempre o mesmo local e "marque o território" com um tapete e algumas almofadas. Se o deu filho já gatinha ou até anda, dificilmente irá ficar quiete, mas compreenderá pelo local que é a hora da história;
  • Escolha uma história curta, com repetições, ilustrações grandes e coloridas.
  • Embora os bebés interajam muito com as mãos e boca, não quer dizer que só precise de livros de plástico, incentive a leitura de histórias em livros de papel, ensinando que não deve pôr o livro na boca, não se rasga ... 
  • Respeite o tempo de atenção do seu bebé. Pode acontecer distrair-se, aborrecer-se ou até adormecer antes da história acabar. Não force a atenção do seu filho. Comece por histórias curtas e ao longo do tempo escolha histórias mais compridas;
  • Diminuir a luminosidade no momento que antecede a hora de deitar ajuda a fazer a transição entre as actividades diárias e a hora de dormir, especialmente em bebés acima de 1 ano de idade. Se pretende ler uma história durante o dia, opte pela luz natural, a não ser que a história e a sua criatividade exija a criação de um clima escuro.
Fonte: Site Crescer

Como detectar o Mutismo Selectivo?


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Quarta-feira, 30 de Maio de 2013

Imagem de nyparenting.com
O Mutismo Selectivo refere-se a uma perturbação de ansiedade infantil, caracterizada pela incapacidade da criança falar em determinados contextos sociais (exemplo: infantário, ama, escola), apesar de compreender a língua utilizada na comunicação verbal e expressare-se adequadamente e de acordo com a sua idade.
É um tipo grave de perturbação de ansiedade social que compromete a comunicação, linguagem e fala. A causa é desconhecida, no entanto, algumas crianças apresentam uma história familiar de perturbações de ansiedade.

Sinais de Mutismo Selectivo
Normalmente, as crianças com Mutismo Selectivo exibem sinais da perturbação antes dos 5 anos de idade. 
  • Não falam em determinados contextos "selectivos", como o infantário, a ama ou escola;
  • Falam normalmente em pelo menos um contexto (normalmente é em casa, embora uma pequena percentagem das crianças com este diagnóstico revelem igualmente esta característica de mutismo em casa);
  • O mutismo revela-se persistente durante pelo menos um período de um mês;
  • Crianças extremamente tímidas e envergonhadas, que se inibem de comunicar (sorrir, falar, acenar etc.);
  • Atrasos e/ou perturbações de linguagem.
Imagem de drjoshuarosenthal.com

Diagnóstico de Mutismo Selectivo
A criança deve ser observada por vários profissionais de saúde. Pelo pediatra, que irá despistar uma perturbação física e encaminhar para um Psicólogo, um Técnico de Audiologia para despiste de défice auditivo e por fim para um Terapeuta da Fala, que avaliará a comunicação, fala, linguagem e motricidade orofacial.

O que devem fazer os pais que suspeitem de Mutismo Selectivo?
Aos pais compete transmitir segurança e conforto, assegurando que auxiliam os seus filhos durante o processo de superação das suas dificuldades, medos, angustias e frustrações.
É determinante que a criança seja orientada por um profissional de saúde - Pediatra, Psicólogo e Terapeuta da Fala.
Quanto mais precocemente se diagnosticar a perturbação e submetê-la a tratamento, melhor será o seu prognóstico de evolução das dificuldades identificadas. 

O seu filho tem apraxia do discurso?


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Terça-feira, 22 de Maio de 2013



Imagine esta situação. Está sentado no seu escritório a trabalhar e precisa de fazer uma chamada telefónica para vender um produto da sua empresa. Procede à ligação, é atendido, mas de repente da sua boca apenas saí um par de vogais  "aaa -ooo", sabe o que quer dizer, mas não consegue fazê-lo. Parece um pesadelo, não se consegue fazer entender. Isto é o que acontece nas crianças com apraxia do discurso.

O que é a Apraxia do Discurso?
A apraxia do discurso na infância, designa uma perturbação da articulação verbal devido a lesão cerebral, que resulta da incapacidade para programar o correcto posicionamento e a sequência dos movimentos da musculatura orofacial (lábios, língua, etc.) para produzir os sons.

Quais os sinais de alerta?
Se o seu filho tem apraxia do discurso, os primeiros sinais de alerta tornam-se tipicamente evidentes durante os primeiros anos de vida. Note se o seu filho apresenta dificuldades na produção dos primeiros sons e/ou palavras (sendo estes últimas constituídos predominantemente por vogais). Pode também observar longas pausas entre sons, omissões ou substituições de sons e até dificuldades na produção de palavras mais longas (polissilábicas) e complexas.
O discurso de crianças mais velhas pode parecer monótono, agitado ou normal. 
É de salientar que na apraxia do discurso, as crianças tendem em apresentarem melhores capacidades na compreensão da linguagem do que na expressão.

Outros sinais de alerta: crianças com apraxia do discurso podem apresentar dificuldades na coordenação motora dos músculos orais, utilizados durante a alimentação, bem como hipo ou hipersensibilidade oral.
Como é diagnósticado?
Se suspeita que o seu filho possa ter apraxia do discurso ou outra qualquer perturbação da fala, deve consultar um Terapeuta da Fala, para realizar uma avaliação. A terapia da fala pode ajudar o seu filho a comunicar de forma eficaz.
O Terapeuta da Fala vai avaliar a capacidade motora dos músculos orais, bem como a sensibilidade e coordenação. Vai também observar a componente de compreensão e expressão do seu discurso.

Como estimular a linguagem do seu filho?


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Terça-feira, 14 de Maio de 2013



Os pais são os melhores professores do ensino da língua materna dos seus filhos. São eles que detêm o maior número de oportunidades no desenvolvimento da linguagem. 
Em casa, a terapia da fala deve incluir várias "técnicas de expansão da linguagem", que os pais ou os cuidadores devem usar.
Falar olhando para o seu filho, quase como se tivesse a narrar uma história, pode ser uma óptima estratégia a utilizar durante a fase de desenvolvimento. 

Algumas sugestões incluem:
  • "Self talk" é uma técnica onde os parceiro comunicativos (pais, educadores ou cuidadores) devem descrever, de forma narrativa, as suas acções, emoções ou experiências vividas. Por exemplo: "Olha! Eu estou a ver um carro grande e azul. Ele é tão rápido" ou "Estou a empurrar um comboio, uhuhhhh";
  • "Conversa paralela" é uma técnica que envolve a descrição das acções ou tarefas que o seu filho/educando está a realizar. Embora, muitas vezes possa parecer um monologo, pois há crianças que não apresentam um vasto vocabulário, é importante manter a conversa, pois permite-lhes aprenderem o significado das palavras dentro do contexto vivido; 
  • "Expansão" pode ser utilizada como forma de reformulação do conteúdo expressivo da criança, ou seja, corrija ou complete discursos curtos ou incompletos. Por exemplo: se a criança diz "bebé chora", os pais/educadores devem reformular a frase que está incompleta, dizendo "o bebé está a chorar";
  • "Acrescentar" é uma técnica muito semelhante à anterior, mas serve para desafiar e ensinar as crianças, adicionando mais informação ao discurso. Assim estará a ensinar novos vocabulários. Adicione verbos, adjectivos, preposições. Por exemplo: Se a criança disser "gato", pode acrescentar "é grande o gato". As crianças precisam de modelos para novas palavras, de modo a adicioná-los no seu vocabulário.
Onde e quando estimular a linguagem?
Existem muitas oportunidades de estimular a linguagem do seu filho/educando ao longo do dia. Em casa, durante as tarefas (vestir, higiene), refeições; no carro, para descrever o que está a ver pela janela. Durante a leitura de um livro - incentive a criança a apontar e descrever o que vê; durante um jogo didáctico - onde pode utilizar a técnica da "Conversa paralela" enquanto a criança finge uma personagem, ou está soprando bolas de sabão ou a brincar com carros ou bonecas.

Oficina criativa: para Terapeutas da Fala


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Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Amigos da Fala - "Speech Buddies"
Aqui fica uma sugestão de um material de intervenção para Terapeutas da Fala, que actuam junto de pacientes com perturbações articulatórias, apraxias, fendas palatinas e até pode ser utilizado em paciente com deficiência auditiva.


Speech Buddies (/r/, /l/, /Z/, /s/e /X/)

Proposta: Speech Buddies
Idades: Transversal a todas as faixas etárias
Objectivos: Cada Buddy tem um fonema alvo (/r/, /s/, /l/, /Z/ e /X/) que ensina o paciente a colocar correctamente a língua no ponto articulatório pretendido e o movimentá-la para a produção dos fonemas. Pode ser utilizado na produção dos fonemas isoladamente, em sílabas e nas palavras. 
Este material foi especialmente concebido para proporcionar biofeedback táctil ao paciente.
Link: https://www.speechbuddy.com/slps

VEJA COMO FUNCIONA 

Sabia que ...


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Terça-feira, 16 de abril de 2013

"Portugal é o 3º País da Europa com maior incidência de cancro da laringe, alerta a Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico-Facial (SPORL), a propósito do DIA MUNDIAL DA VOZ que se assinala hoje dia 16 de abril. 

FAÇA COM QUE A SUA VOZ SEJA OUVIDA

É o lema da iniciativa que a SPORL lança este ano, no âmbito da data, lamentando que uma grande parte dos casos de cancro surjam numa fase tão tardia. A detecção precoce de tumores malignos das cordas vocais é urgente e exige uma maior atenção da população. O desenvolvimento destes tumores está estritamente relacionado com o consumo de tabaco (apenas 1% dos casos surge em não fumadores)."

95% é a taxa de sobrevivência dos doentes que tiveram cancro da laringe após 5 anos. Em risco estão homens, dos 60 aos 70 anos, com hábitos tabágicos e alcoólicos e rouquidão (por mais de 3 semanas).

O que é a voz?
A voz é o som resultante da vibração das cordas vocais, provocada pela passagem do ar expiratório, proveniente dos pulmões. Este som é modelado pelas cavidades de ressonância - faringe, cavidade oral e nasal.
Define a concretização física e audível para a comunicação inter-pessoal. É para muitos profissionais (professores, cantores, actores etc.) o seu principal instrumento de trabalho, e por isso é fundamental a manutenção de uma "voz saudável".

Terei algum problema de voz?
As alterações na voz estão associadas a sinais como a afonia (ausência de voz), disfonia (ou rouquidão), alterações da intensidade da voz, fadiga vocal, dor ou sensação de "mal-estar". 
O aparecimento de expectoração com sangue, exige uma observação urgente por um médico especialista - Otorrinolaringologista.

Quais as causas mais frequentes de alterações vocais?
  • Infecções respiratórias que prolongadas durante duas semanas conduzem, na maior parte dos casos a alterações na voz;
  • Hábitos tabágicos e alcoólicos;
  • Mau uso e abuso vocal - uso prolongado ou intenso da voz;
  • Ambientes poluídos - secos ou contaminados com pó ou fumo de tabaco e ruidosos;
  • Presença de refluxo gastroesofágico, que conduz pigarreio, tosse seca e/ou sensação de corpo estranho na garganta;
  • Infecções, traumatismos ou tumores na região cervico-facial.
As alterações vocais constituem um dos primeiros sinais de alerta, de patologia da laringe (tumores) e o diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de cura.
Por isso, torna-se indispensável a observação clínica se, dentro de duas a três semanas a recuperação de algum dos sinais acima mencionados não ocorrer.

Responda a este questionário e saiba se precisa de consultar um médico Otorrinolaringologista.
  1. A sua voz ultimamente tornou-se rouca ou áspera? 
  2. Sente por vezes, dor, irritação ou sensação de corpo estranho na garganta quando fala?
  3. Tem que fazer esforço para falar?
  4. Sente necessidade de pigarrear?
  5. Nota que perdeu a capacidade de emitir sons agudos quando canta?
SE RESPONDEU AFIRMATIVAMENTE A PELO MENOS UMA DAS PERGUNTAS, CONSULTE UM MÉDICO OTORRINOLARINGOLOGISTA

Como manter a "voz saudável"?
  • Beba (6 a 8 copos diários) água à temperatura ambiente - hidrata e lubrifica as cordas vocais;
  • Evite beber álcool, café, bebidas gaseificadas e com cafeína (chá preto) - pois provocam desidratação das cordas vocais;
  • Evite fumar - é do conhecimento geral que o tabaco pode provocar cancro do pulmão e da laringe, tanto nos fumadores "activos" como nos "passivos";
  • Evite esforçar ou abusar da sua voz - não deve falar muito alto em locais ruidosos, pois o ruído obriga a aumentar a intensidade da voz, comprometendo a sua qualidade. É preferível deslocar-se à pessoa que deseja falar ou se não for possível utilizar um sistema de amplificação do som; 
  • Evite pigarrear ou tossir durante ou após o usa da voz, se outros motivos não houver, constitui um mau hábito vocal, de efeito passageiro, por isso, se sente essa necessidade, é preferível beber água  deglutir (engolir) em seco, bocejar ou fazer a vibração dos lábios e da língua, sem som.
  • Descanso vocal - é importante o repouso vocal após o uso prolongado ou intenso da voz.
OIÇA A SUA VOZ! Se notar alguma alteração consulte um médico ou um Terapeuta da Fala


Texto adaptado de: Guimarães, I. (2004). Os problemas de voz nos professores: prevalência, causas, efeitos e formas de prevenção. Revista Portuguesa de Saúde Pública.  

Marcos do desenvolvimento da linguagem


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Segunda-feira, 08 de abril de 2013


Períodos críticos no desenvolvimento da linguagem
Durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem na criança, existem períodos críticos, ou seja, períodos em que a criança é capaz de retirar maior vantagem das experiências linguísticas que o meio envolvente (ambiente familiar e escolar) lhe proporciona. 
As idades que vão desde 1 ano e 5 meses até aos 3 anos, resultam nas idades denominadas por mim como idades "esponjas", pois é aqui que ocorre o exponencial da aquisição e desenvolvimento da linguagem.


Desenvolvimento da linguagem na criança
O desenvolvimento da linguagem processa-se de forma holistica, ou seja, as diferentes componentes da linguagem (função, forma e significado) são assimiladas simultaneamente. Consequentemente e à medida que a criança pretende expressar significados mais complexos, adquire formas e funções linguísticas mais elaboradas e adequadas ao seu contexto.
Quando nos referimos ao desenvolvimento da linguagem, falamos das modificações que ocorrem de forma quantitativa e qualitativa e que têm lugar durante o percurso linguístico da criança.
Desde o nascimento até à entrada no jardim de infância, um longo processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem foi percorrido, as primeiras palavras foram ditas (mamã, papá), as primeiras frases muito simples, denominadas de frases telegráficas (bebé come papa) foram verbalizadas. Contudo, muito há a apreender e a aprimorar até ao 1º ciclo de Educação Básica.

Domínios de desenvolvimento da linguagem

O desenvolvimento da linguagem como referido anteriormente, processa-se de forma holistica durante toda a infância, sendo possível identificar etapas e marcos de grande relevância linguística. 
Destacam-se o desenvolvimento fonológico, referente à capacidade de discriminação e articulação dos sons da língua; o desenvolvimento semântico, ou seja, o conhecimento e uso do significado das palavras, frases e até textos e discursos; o desenvolvimento sintáctico, respeitante ao domínios das regras de organização das palavras na frase e por último ao desenvolvimento da pragmática alusivo às regras de uso da língua.
É de salientar que, para qualquer destes domínios há que ter presente a compreensão e a expressão das mensagens faladas e escritas, pré-requisitos essenciais para a aquisição e desenvolvimento da linguagem na criança.

Tabela ilustrativa dos capacidades linguísticas para cada idade


Sim-Sim, I., Silva, A. & Nunes, C. (2008). Linguagem e comunicação no jardim-de-infância. Ministério da Educação.

Oficina criativa


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Quinta-feira, 04 de abril de 2013

O nosso blog a partir de hoje inaugura a OFICINA CRIATIVA

Aqui pais, cuidadores de crianças, professores e Terapeutas da Fala poderão encontrar sugestões de actividades que estimularão a comunicação, linguagem e fala das suas crianças.


Proposta: A Biblioteca do Gigante
Idades: Dos 4-6 anos de idade
Objectivos: Desenvolvimento da linguagem oral e emergência da linguagem escrita
Link: acedam a http://www.lusoinfo.com/biblioteca/oquee.html# e divirtam-se!

Disfagia: Culinária Adaptada


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Quarta-feira, 03 de Abril de 2013

Promover o sabor e a aparência do prato, oferecendo aos doentes com disfagia uma refeição saborosa, atractiva e variada, é o ponto de partida para a culinária adaptada.
A culinária adaptada em disfagia, consiste na modificação da alimentação, para uma consistência, textura, temperatura e sabor, que seja mais segura e eficaz para o doente. Esta modificação pode ocorrer nos alimentos sólidos, líquidos ou em ambos, dependente da dificuldade demonstrada.

DESAFIO: tornar o sabor, a variedade e a aparência da refeição estimulantes e atractivas
Apesar de se pensar ser fácil a adaptação de uma alimentação "normal", esta pode tornar-se um verdadeiro desafio, pois na consistência pastosa, o sabor, a variedade e a aparência podem estar comprometidos, influenciando a aceitação e a ingestão por parte do paciente.

Frango com molho de espinafres, puré de batata e cenouras.
Sumo de Laranja com espessante e mousse de chocolate para sobremesa.

Nota: É de salientar o contributo multidisciplinar dos nutricionistas/dietistas no acompanhamento nutricional destes pacientes.

CONTRIBUTO DO TERAPEUTA DA FALA
O Terapeuta da Fala tem como objectivos principais, nos pacientes com disfagia, restabelecer e reeducar o funcionamento das estruturas envolvidas no processo da deglutição, através da promoção de mudanças nos padrões alimentares (manobras facilitadoras), mantendo e reintroduzindo a alimentação por via oral, a alteração da posição do paciente durante a alimentação, a preparação do ambiente e dos horários das refeições.
Assim sendo, o Terapeuta deve potenciar e favorecer uma alimentação independente, prevenindo e diminuído a ocorrência de broncopneumonia aspirativa e desequilíbrio nutricional.

Sabia que ...


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Terça-feira, 02 de Abril de 2013

Hoje celebra-se  o DIA DA CONSCIENCIALIZAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PARA O AUTISMO da consciencialização e sensibilização para o Autismo, e pela primeira vez, Portugal associa-se ao evento Light it Up Blue e ilumina com a cor azul vários monumentos do país, como o Cristo Rei em Almada. 
Cristo Rei Almada - Portugal


Crianças com bichos carpinteiros: Hiperactividade e défice de atenção?


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 Quarta-feira, 13 de Março de 2013       

"- Não pára quieto, parece que tem bichos carpinteiros!"

Cada vez mais esta expressão faz sentido para muitos pais, educadores e cuidadores das nossas crianças. Através da imprensa e da televisão, as famílias e demais começam a tomar consciência de uma perturbação que sempre existiu. Crianças hiperactivas, esta é a designação, daquilo que em termos clínicos, se conhece como Perturbação da Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA).

A PHDA é a alteração do comportamento mais frequente entre crianças em idade escolar, afectando, aproximadamente 3% a 7% desta população, com maior incidência nos elementos do sexo masculino.
As causas desta perturbação são biológicas e estão geneticamente condicionadas.
Certos estudos, demonstraram que estas crianças sofrem de alterações no funcionamento de determinadas áreas cerebrais, dificultando-lhes a manutenção da atenção e consequentemente o processamento da informação. Estas alterações biológicas provocam ainda respostas impulsivas, não reflexivas e um nível de actividade motora exagerada "os chamados bichos carpinteiros". São caracterizadas como crianças faladoras, revoltadas e pouco disciplinadas. Todavia não são más e, muito menos culpadas dos seus problemas.
        A PHDA é de natureza biológica e não educacional.
Quando aparecem os primeiros sintomas? E quais são? 
Os sintomas começa a aparecer normalmente durante os primeiros cinco anos de vida, e fazem-se sentir em todos os ambientes em que a criança se movimenta (ex.: creche, em casa, na rua etc.). Observam-se,  falta de persistência na realização de actividades que envolvam processos de aprendizagem (ex.: não conseguem terminar um desenho), tendência a mudar sistematicamente de actividade, agitação desregulada e excessiva.

Dos 4 aos 6 anos
É irrequieto, impulsivo, demonstra falta de atenção e é desobediente. Distrai-se com facilidade, parece não ouvir quando falam com ele/a. A sua forma de brincar pode ser reveladora, se por um lado não sabe brincar sozinho, por outro, tem tendência para se isolar quando recebe um brinquedo novo, manipulando-o até o destruir, e colocando-o depois de parte. Não admite perder uma jogada e não é capaz de seguir as regras do jogo.

Dos 7 aos 11 anos
A criança/adolescente com PHDA destaca-se na dinâmica de sala de aula. Não é disciplinado e apresenta dificuldades de aprendizagem em relação aos outros colegas e dificuldades de integração social, provocando sentimentos de insegurança e frustração.

A partir dos 12 anos
A relação com os pais/cuidadores e professores piora. Torna-se rebelde, desafiador e o seu rendimento escolar diminui. 

E estes sintomas persistem durante toda a vida?
Normalmente, estas dificuldades persistem durante todo o período escolar, prolongando-se por vezes pela vida adulta, embora, na maioria dos casos, a PHDA atenua-se com o passar dos anos, caso seja diagnosticada precocemente.

A PHDA e a TERAPIA DA FALA
Crianças com PHDA frequentemente apresentam perturbações da linguagem e fala:
  • Desenvolvimento tardio da linguagem (começam a falar mais tarde do que é esperado);
  • Dificuldades na produção articulatória ("dizem mal as palavras", "são trapalhões a falar");
  • Dificuldades de atenção auditiva;
  • Dificuldades de memória;
  • Dificuldades no processamento morfossintáctico (dificuldades na organização das palavras na frase, nas concordâncias nominais, verbais, de género e número);
  • Dificuldades na pragmática (em manter o tópico da conversa, ambiguidade na transmissão de informação, produção verbal excessiva na produção espontânea - "falam muito");
  • Dificuldades semânticas (dificuldades em compreender e recontar histórias);
  • Dificuldades de leitura.
Como tratar? O que fazer?
Se suspeita que o seu filho/a tem PHDA consulte o seu pediatra ou médico de família, ou ainda um  Psicólogo e Terapeuta da Fala, com certeza que terá um acompanhamento rápido e eficaz.

Dia Europeu da Terapia da Fala


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Também aqui no nosso blog pode esclarecer as suas dúvidas, através do nosso primeiro artigo sobre Terapia da Fala: uma realidade ou enviando-nos por e-mail tfdaniela6@gmail.com. 

Difícil de engolir: disfagia?


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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013


disfagia neurogênica refere-se a uma perturbação durante o processo de deglutição (acto de engolir) causada, por alterações neurológicas como AVC, doença de Parkison, Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Miastenia Grave, Distrofia Muscular, Paralisia Cerebral, Tumores Cerebrais, Miopatias, Infecções e outras demências.


Para muitos dos indivíduos com disfagia neurogênica os sintomas podem ser relativamente leves e desconfortáveis, enquanto que para outros podem conduzir a graves complicações clínicas. 
A disfagia é considerada um sintoma e não uma patologia de base (Logemann, 1998).
COMO SE MANIFESTA?
As manifestações mais frequentes, observadas nos pacientes neurológicos com disfagia caracterizam-se por:
  • Hesitação ou incapacidade para engolir;
  • Retenção de alimentos na orafaringe (pequeno espaço oral);
  • Regurgitação (escape) nasal do alimento;
  • Deglutição múltipla;
  • Voz molhada após a deglutição;
  • Tosse durante a após a deglutição;
  • "Necessidade de limpar a garganta" após a deglutição de alimentos sólidos; 
  • Perda de peso como consequência da perturbação;
  • Episódios de pneumonia;
  • Engasgos durante a alimentação.
Papel do TERAPEUTA DA FALA
O Terapeuta da Fala mediante o quadro neurológico presente, procederá à avaliação detalhada do paciente (história clínica, exame funcional, avaliação instrumental) e à observação dos níveis de consciência e compreensão oral, pois importa salientar que são doentes com perturbações neurológicas e que muitas vezes apresentam simultaneamente défices de compreensão e/ou expressão.
Após a avaliação, o TF fará a intervenção directa com o paciente, por meio de técnicas/mecanismos compensatórios, posturais e orofaríngeos; e a intervenção indirecta com os familiares e/ou cuidadores, através de orientações.
A família como elo de ligação entre o paciente e o TF deve colaborar para a conquista da intervenção terapêutica. E por isso, é importante determinar quais as expectativas familiares, medos, receios e dúvidas.
A disfagia tem cura? 
A eficácia da reabilitação dependerá de indicadores clínicos, instrumentais (exame videofluroscopia), nutricionais e funcionais, bem como da adesão tanto do paciente como da família à terapêutica. 

Clique aqui  e veja a importância do TF na reabilitação do paciente com disfagia

Sabia que ...


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HORA DE BRINCAR


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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Brincar é uma actividade humanamente criadora, que designa a forma mais elementar de comunicação infantil, na qual a imaginação, a fantasia e a realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, expressão e acção, assim como na formação de novas relações sociais. 
É através das brincadeiras que as crianças projectam o seu quotidiano e o impacto que tem sobre elas, que significam e ressignificam o seu mundo, que vencem os seus limites e que vivenciam experiências. 

Importante é ter tempo para brincar, porque brincar potencia e favorece a aprendizagem.
Com tanta oferta em anúncios, catálogos e lojas, encontrar o brinquedo certo para a idade do seu filho ou neto pode ser um verdadeiro quebra-cabeças. 

Coloridos, desafiantes, estimulantes, simples e seguros são as características que deverá ter em conta na hora de escolher O BRINQUEDO. Veja-os como ferramentas de aprendizagem, não facilitadoras (com demasiados estímulos como luzes, sons, bonecos) mas desafiadoras do comportamento da criança, deixe que seja ela a conduzir a brincadeira e não o brinquedo.

Quais os brinquedos certos, para cada idade?

DOS 0 AOS 12 MESES
COR, COR E MUITA COR!
Os bebés nesta primeira fase de descoberta e de desenvolvimento precisam de brinquedos que estimulem os seus sentidos, a sua percepção, as noções de espaço, peso e volume. Aposte em brinquedos grandes (pequenos pode correr o risco que o bebé os engula), cheios de cor - cores primárias, com diferentes texturas e sons (do xilogone, maracas). 


DOS 12 MESES AOS 3 ANOS
BUM DA LINGUAGEM
Fase de excelência para aquisição da linguagem, do equilíbrio e da motricidade. Rodeie o seu filho/neto com brinquedos lúdicos que reflictam o dia-a-dia, invista em puzzles de encaixe, cubos empilháveis, em bonecos representativos por exemplo da família, grupos de animais, ferramentas etc. 


DOS 3 AOS 5 ANOS
A, B, C  1, 2, 3
Idades em que as crianças gostam de brinquedos que desafiem a sua imaginação e criatividade. Fase em que se deve transmitir valores e princípios orientadores para a vida em sociedade. Por isso, escolha a plasticina, os puzzles mais complexos, dominós e lotos de imagens, jogos de memória etc.


DOS 5 AOS 7 ANOS
CONQUISTAR
Nesta fase, em que a criança já entrou para a escola primária, esta precisa de brinquedos/jogos que estimulem a sua interacção com os outros. Uma boa aposta, que ajudará o seu filho/neto são os jogos com regras (ex.: esperar pela vez de cada um, proibições etc.), como a batalha naval, as damas, o jogo da glória etc.


DOS 7 AOS 10 ANOS
SUPER HERÓI
Incentive a capacidade de raciocínio e lógica do seu filho/neto. O monopólio, o pictonary junior, o uno etc. são exemplos de jogos que irão desafiar o seu filho e farão senti-lo um super herói.


DOS 10 AOS 12 ANOS
FIM DO JOGO
Fase em que os bonecos e todos os jogos que parecem infantis, perdem o interesse. A pré-adolescência instala-se, agora o pré-adolescente está numa fase de valorização dos amigos, daquilo que é cool, que está na moda. O desporto e a dança ganham um forte destaque e devem ser favorecidos pelos pais e educadores. Mas o xadrez e o snooker podem ser uma boa aposta para pais e filhos, não esquecendo que os videojogos irão ser a escolha favorita.

Tropeçando nas palavras: gaguez?


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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

A gaguez é uma perturbação oral que afecta a fluência (quantidade de palavras ditas num determinado período de tempo) e o ritmo da fala.
Caracteriza-se pela demora na emissão das palavras ou pelo prolongamento anormal dos sons. Poderão surgir hesitações, repetições, substituições de palavras, alterações respiratórias e articulatórias que podem prejudicar a inteligibilidade do discurso, conduzindo a sentimentos de ansiedade e angústia tanto ao falante como ao ouvinte. É comum a existência de comportamentos de fuga às situações de fala, tiques, espasmos faciais, suores, movimentos da cabeças, tremores e tensão muscular generalizada.

É normal que crianças entre os 2 e os 4 anos de idade apresentem uma gaguez fisiológica, ou seja, apresentem repetições na fala, que ocorrem sem esforço e das quais elas não tem consciência. Geralmente todas as crianças passam por esse período de desenvolvimento da fala, que naturalmente desaparece. Contudo, se sujeitas a pressões por parte dos pais e/ou cuidadores para falarem "como deve ser", "para não gaguejarem", podem gerar situações de tensão, e consequentemente medo, embaraço e até comportamentos de fuga das palavras "difíceis". Deste modo, o que era um comportamento inconsciente, tornar-se-à  num hábito consciente e aprendido. 
Comportamentos corporais associados à gaguez: dependendo da severidade da gaguez podem-se observar alterações respiratórias, movimentos anormais dos olhos, fenómenos cardiovasculares anormais, tremores nas mãos e nas pernas, alterações musculares, alterações bioquímicas  distorções faciais, movimentos com o corpo, tremor nos lábios e perturbações vocais.


Atitudes, emoções e sentimentos associadas à gaguez?
A consciência de que não se é eloquente e claro na transmissão de uma mensagem, gera na maioria dos indivíduos com gaguez sentimentos de angustia, ansiedade, vergonhatristeza e até frustração.

Pedir um café, uma informação, ou até mesmo falar ao telemóvel com um desconhecido, são situações desencadeadoras de stress e que conduzem a comportamentos de isolamento, auto-desvalorização e de fuga às situações de fala (ex.: o indivíduo em vez de dizer bonito, porque sabe que vai gaguejar, diz lindo).

Factores que influenciam a gaguez: 
  • Responsabilidade em comunicar - o facto de existir maior ou menor responsabilidade em transmitir uma mensagem pode interferir na competência da fluência. Situações como falar para um público são geradores de maior stress do que cantar ou recitar um texto previamente memorizado. 
  • Atitudes do Ouvinte - a gaguez parece variar de acordo com as pressões sociais, ou seja, naquilo que o individuo com gaguez apreende como sendo uma penalidade social. Neste sentido, estes indivíduos tendencialmente rotulam os seus ouvintes como sendo "fáceis" ou "difíceis" de conversar. 
  • Tempo de Espera (Antecipação) - a antecipação é um sentimento associado à ansiedade. A maioria dos indivíduos com gaguez consegue prever com antecedência quando vai gaguejar, e isso gera ansiedade. Assim quanto maior for o intervalo de tempo entre o momento em que se pensa o que se vai dizer e o acto de falar, maior será o comportamento da gaguez.

SE IDENTIFICOU ALGUMAS DESTAS CARACTERÍSTICAS NO SEU FILHO OU SE TEM ALGUMA DESTAS CARACTERÍSTICAS CONSULTE UM TERAPEUTA DA FALA

Intervenção do Terapeuta da Fala na gaguez 
  1. Avaliação (identificação da gaguez fisiológica ou instalada, avaliação da fluência do discurso, da respiração e dos comportamentos associados);
  2. Intervenção Directa;
  3. Intervenção Indirecta (aconselhamento aos pais/cuidadores).

Alguns conselhos para os pais/cuidadores e educadores/professores:
  • Não evite falar da gaguez, ajude a entender que todos nós, em algumas situações gaguejamos, repetimos palavras, fazemos pausas etc.
  • Fale devagar, transmitindo uma sensação de segurança;
  • Evite interromper e não permite que os outros o façam também;
  • Adopte um modelo de linguagem claro e simples, sem frases demasiado complexas e compridas;
  • Respeita os turnos de conversação;
  • Mantenha o contacto ocular;
  • Proponha actividades que seguramente não haja possibilidade de fracasso;
  • Favoreça actividades com música, jogos, leitura e conversação espontânea sobre o dia-a-dia;
  • Organize o seu quotidiano de forma a não criar situações de stress e ansiedade, crie rotinas.

"Ter gaguez não define quem eu sou, isso apenas permite que tu entendas algumas coisas sobre mim. Assim como todas as pessoas, eu tenho a minha história, sou diferente, sou único"

Sabia que...


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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

O consumo de ómega 3 melhora a leitura?

Um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere que uma alimentação rica em ómega 3 pode melhorar a competência de leitura, principalmente em crianças com dificuldades nessa área. 
O segredo está no DHA - ácido docosahexaenóico, um ácidos pertencente ao grupo ómega 3, que se encontra sobretudo no peixe (ex.: salmão, sardinha, cavala), nas sementes de linhaça, ovos e algumas algas comestíveis.
Segundo os autores do estudo, os resultados demonstraram que a ingestão diária de suplementos de DHA ómega 3 (600g) melhoram o desempenho das crianças na leitura, ajudando nomeadamente as crianças com desempenhos mais fracos a equipararem-se aos seus pares.



Medicamentos que falam por si


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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
Os medicamentos provocam efeitos adversos na voz? 

Anti-histamínicos, laxantesdescongestionantes nasais, corticosteróides inalados, ASS (ex.: aspirina), esteróides anabolizantes, BZD (ex.: xanaz) e ASS (ex.: pílulas) são alguns dos medicamentos com efeitos adversos na laringe (órgão onde se encontram as cordas vocais e que permite a produção de voz) e na qualidade vocal (conjunto de características que identifica a voz de cada individuo).


Quais os medicamentos que conduzem a efeitos adversos na voz?

  • Estimulantes  e depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) (ex.: anfetaminas, cocaína, cafeína, álcool, tranquilizantes e barbitúricos) - estes medicamentos podem afectar a coordenação das pregas vocais e conduzir à desidratação das mesmas. Pode-se observar na qualidade vocal tremor associado a tiques vocais e prosódia (propriedades do som como o ritmo e entoanção) alterada;
  • Anestésicos locais (ex.: tetracaína, lidocaína, dibucaína) - são fármacos utilizados para induzir a anestesia a nível local, sem produzir inconsciência. Estes reduzem a propriocepção e consequentemente provocam alterações articulatórias.
  • Broncodilatadores - são substâncias farmacologicamente activas que promovem a dilatação dos brônquios, e que são utilizadas nas crises asmáticas. Estas substâncias provocam o desenvolvimento de laringite crónica (inflamação persistente da mucosa laríngea) com consequências de irritabilidade e desidratação da mucosa laríngea;
  • Diuréticos (acetazolamida, furosemida, hidroclorotiazida) - utilizados na eliminação do excesso de fluidos ou em determinadas patologias como edemas, os diuréticos aumentam a eliminação de água e electrólitos (sódio), conduzindo a uma desidratação generalizada do organismo e particularmente das cordas vocais, resultando numa alteração da qualidade vocal - voz rouca, áspera e/ou soprosa nos casos mais graves; 
  • Antitússicos (morfina, benzomanato, dropropizina) - designam medicamentos que actuam no SNC e nos receptores da mucosa brônquica. Estes apresentam um efeito diurético conduzindo à desidratação da mucosa laríngea, o que podem provocar edema, hiperemia (aumento da quantidade de sangue) das cordas vocais resultando na qualidade vocal uma voz aspirada;
  • Corticosteróides (triancinolona, exametazona, prednisona) - utilizados como agentes anti-inflamatórios em alergias agudas, estes medicamentos podem provocar desidratação ou edema das cordas vocais, fraqueza muscular e refluxo gastroesofágico - azia (podendo causar laringite);
  • Anti-histamínicos (prometazina, diclorfeniramina) - utilizados no tratamento de alergias como a rinite ou sinusite alérgica, estes medicamentos provocam desidratação da mucosa laríngea  o que conduz a tosse seca, favorecendo o aparecimento de alterações orgânicas secundárias;
  • Antidepressivos (fluoxetina, amitriptilina, imipramina) - podem interferir no controlo neurológico da produção da fala e voz, como desidratação das cordas vocais, tremores e diminuição do débito de fala (nº de palavras por minuto);
  • Androgénios - utilizados nas perturbações hormonais, no tratamento do cancro da mama, em tratamentos de fertilidade e muitos utilizados pelos halterofilistas no aumento da massa muscular, os androgénicos além dos seus efeitos desidratantes, promovem a hiperplasia (aumento do nº de células num órgão ou tecido) e hipertrofia (aumento quantitativo dos constituintes e das funções celulares) do músculo tireoaritnóideu (músculo da laringe), resultando num instabilidade vocal e aspereza, parâmetros irreversíveis após longos períodos de tempo;
  • Anti-hipertensivos (adalat, aldomet, aldazida 50) - medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão, que podem provocar desidratação das cordas vocais, bem como tosse seca;
  • Ansiolíticos (diazepan, clonazepan, lorazepan) - também conhecidos por tranquilizantes, os ansiolíticos provocam alterações nas fibras neuromusculares e por consequência imprecisão na articulação muscular, diminuição do débito de fala, hipernasalidade (alteração na ressonância nasal) e soprosidade vocal.

O que fazer para reduzir o impacto dos efeitos adversos na voz?
  1. Tomar medicamentos quando prescritos pelo seu médico assistente;
  2. Quando observar algum sintoma acima referido, consultar um Terapeuta da Fala;
  3. Se o leitor é um profissional de voz (professor, cantor, actor, jornalista, político etc.) deve consultar um Terapeuta da Fala, para um acompanhamento direccionada para a sua performance profissional;
  4. Beba muita água, principalmente se tomar os medicamentos que provoquem desidratação; 
  5. Evite comportamentos de mau uso e abuso vocal (falar alto, gritar, pigarrear);
  6. Reduza a ingestão de bebidas alcoólicas, com cafeína (café, chá preto) e gaseificadas;
  7. Evite ambientes com ar condicionado;
  8. Faça repouso vocal.
Importa salientar, que na maioria das vezes, as alterações vocais são imperceptíveis, excepto para os profissionais de voz, que podem apresentar uma redução no seu desempenho vocal. Por isso, é muito importante consultar um Terapeuta da Fala. 



Chucha: até quando?


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Quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O reflexo da sucção é um instinto importante para a alimentação do bebé, que se desenvolve no útero materno por volta da 15ª semana de vida. Este reflexo cumpre a função de regular, alimentar e tranquilizar o bebé, garantindo a sua nutrição, hidratação e prazer. Se por um lado o reflexo da sucção é instintivo, por outro é verdade que os bebés recorrem dos dedos para obter conforto, ainda no útero materno.



Porquê a chucha? O uso da chucha é implementado pela maioria dos pais, quando estes percebem que além da função nutritiva (de sucção), esta também é uma fonte de prazer, que oferece ao seu bebé a estabilidade e o conforto pretendido, em situações em que os próprios pais precisam de “ganhar” tempo para amamentar ou mudar a fralda. É uma tentação oferecer a chucha a um bebé, pois esta é um recurso invencível face à complexidade e multiplicidade de emoções e tarefas dos pais.

Até que idade usar chucha? A idade limite para retirar a chucha será entre os dois e os três anos de idade. Maior será o risco para o desenvolvimento da criança se o hábito de sucção na chucha permanecer, após a erupção dos dentes.

Quais as consequências para a utilização prolongada da chucha? Dependendo da frequência, intensidade e duração do hábito de sucção na chucha, podem-se verificar:
  • Perturbações odontológicas (ou seja, alterações na mordida ex.: mordida aberta, mordida cruzada, diastema – espaços entre os dentes, palato atrésico – céu da boca alto e estreito, protrusão dos incisivos superiores – projecção dos dentes da frente);
  • Alterações no desenvolvimento craniofacial (reduzido desenvolvimento da mandíbula);
  • Alterações nas funções reflexo-vegetativas (respiração oral, mastigação e deglutição);
  • Alterações na musculatura da língua, lábios e bochechas;
  • Alterações na fala.

Quais as estratégias para deixar a chucha?
É determinante sob ponto de vista emocional, que a retirada da chucha seja feita gradualmente e protegendo o desenvolvimento emocional do bebé/criança. É um processo que exige a participação activa do bebé/criança e de toda a família.
  1. Inicie este processo quando estiver preparado/a;
  2. Para os bebés que ainda estão a amamentar, é importante os pais oferecerem uma chucha ortodôntica (chucha com um formato muito semelhante ao mamilo da mãe), pois após a amamentação os bebés sentem necessidade de sugar para se reconfortarem. É igualmente importante a retirada da chucha após os bebés pararem de chuchar, evitando deste modo a criação do hábito;
  3. Quando o bebé/criança adormece com a chucha na boca e a deixar de chuchar, é conveniente retirá-la, pois não tem qualquer função;
  4. Recomendo aos pais e cuidadores que não ofereçam a chucha a qualquer sinal de desconforto do bebé/criança a fim de o/a acalmar. A chucha não deve ser utilizada como aparato de apoio emocional, substituindo a atenção dos pais;
  5. É conveniente retirar a chucha ao bebé/criança quando este/a está distraído a brincar.
  6. Para que o hábito de usar chucha não se estenda além dos dois anos de idade, é conveniente restringir o seu uso apenas a situações de cansaço e sono;
  7. Por volta dos dois anos e meio é necessário a substituição da chucha, por um elemento de transição, como um brinquedo macio e aconchegante (ex.: um peluche);
  8. Não deve ser utilizada como uma oferta continuada, como por exemplo pendurada num cordão ou corrente, para que o bebé/criança não a use;
  9. No momento da erupção dos primeiros dentes (e porque as gengivas incham e os bebés demonstram maior agitação, inquietação e desconforto) para alivio, sugere-se aos pais e cuidadores oferecer mordedores, brinquedos de borracha, a ponta de um lençol ou até mesmo uma almofada, para os bebés mordiscarem. Através da diversificação dos estímulos, o uso da chucha pode diminuir gradualmente;
  10. Seja consistente, mesmo que o bebé/criança acorde durante a noite a pedir a chucha, ou a fazer uma birra, mantenha-se firme, desvie a atenção, reconforte-o com beijinhos, mimos, conte uma história. Caso contrário, estará a transmitir noções contraditórias, e o mais provável é que estes acontecimentos se repitam.

Daniela Gonçalves. Com tecnologia do Blogger.