Mas a MATEMÁTICA é LINGUAGEM!


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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014


www.pbs.org
Os algarismo, números e conceitos matemáticos desempenham um papel fundamental ao longo da nossa vida. Para o completo funcionamento cognitivo, o desenvolvimento das aptidões numéricas e da literacia matemática são tão importantes quanto o desenvolvimento da linguagem. Assim, o desenvolvimento das capacidades numéricas relacionam-se reciprocamente com o desenvolvimento das capacidades linguísticas.  
Os conceitos matemáticos devem fazer parte do léxico (vocabulário) do desenvolvimento da criança, desde os primeiros anos de vida. Caso contrário, poderá verificar dificuldades futuras ao nível da matemática.

O QUEM TEM A LINGUAGEM A VER COM A MATEMÁTICA?
Tudo! "Os alicerces da matemática residem na linguagem." (Pieterse, 2008)
A aquisição do vocabulário na criança deve incluir palavras que se referem à forma (alerte o seu filho para a existência das formas geométricas - o que é redondo? a bola!), ao tamanho (palavras e conceitos como pequeno e grande), às quantidades (palavras e conceitos como pouco, menos, muito, mais), à comparação ( palavras como diferente, igual), à posição ( conceitos como em cima, em baixo), ao peso (conceitos como leve, pesado), ao volume (conceito como cheio, vazio) e ao tempo (conceitos como dia, noite, ontem, hoje, amanhã).
Assim, crianças que não têm um vocabulário numérico bem desenvolvido e que não conseguem dominar os conceitos de base da matemático (mais, menos, cheio, vazio, etc.) revelarão dificuldades a matemática.

ATIVIDADES PARA ESTIMULAÇÃO
As capacidades numéricas não se limitam ao desenvolvimento da memória. As crianças devem ser expostas permanentemente a experiência de aprendizagem concretas. Lembre-se que aprendem pelos sentidos e, assim, formam conceitos que desenvolvem a capacidade de pensar. Progridem do concreto para o abstrato. Esta compreensão exige que os conceitos concretos sejam firmemente adquiridos antes de se poder avançar para os mais abstratos.

O MEU CORPO E A MATEMÁTICA
Os primeiros conceitos matemáticos que ensinamos, relacionam-se com as crianças. Ensinamos-lhe o nome das várias partes e membros do nosso corpo: a boca, os olhos, o nariz, as mãos, etc.
Oriente o seu filho para usar os sentidos, neste caso o tato. Diga "A mamã tem um nariz!" ou "O papá tem duas orelhas!". Faça com que toque no membro que acabou de dizer ao mesmo tempo que repete o que acabou de dizer.

JOGOS COM NÚMEROS
Todos têm por hábito ensinar os nossos filhos a contar. Conhecemos o jogo em que a mãe e o pai levantam o filho pela mão e vão contando "um, dois, trêeees!" e ao três a criança é levantada. É um jogo que todas as crianças gostam e acham super divertido. Rapidamente, notará que o seu filho dirá "têees" (no momento certo dirá correctamente "trêes"). 
Enquanto levanta o seu filho do berço ou do chão, faça este jogo!

CONTAGEM EM RIMAS
As rimas são uma óptima maneira de ensinar a contar. Utilize rimas que correspondam ao nível de desenvolvimento do seu filho. Arrisque e crie as suas próprias rimas sobre temas de interesse do seu filho.
Exemplo de rima:

Um Pum
Dois Bois
Três Inglês
Quatros Arroz no Prato
Cinco Maria do Brinco
Seis Maria dos Reis
Sete Pega no Canivete
Oito vai ao Biscoito
Nove dá a Esmola ao Pobre
Dez vai Lavar os Pés

(In Lenga Lengas de Luísa Ducla Soares, 2005)


MATEMÁTICA NA BANHEIRA
E porque não aproveitar a rotina do banho, para aprender? É uma excelente oportunidade, é uma espécie de 2 em 1. Trata da higiene e ensina. 
Enquanto o seu filho está entretido com os brinquedos - peixes, patos, barcos, etc. diga-lhe que há dois peixes, conte-os com ele "Hoje tens dois peixes, um, dois peixes" ou "Aqui tens três patos, um, dois, três patos". Ele ouve as palavras, vê os objectos e manuseia-os. 

MATEMÁTICA NA COZINHA
Considere as oportunidade de comunicação que a cozinha oferece. Imagine que está a descascar batatas para fazer uma sopa. Peça ao seu filho que lhe traga as batatas "traz-me três batatas do saco, se faz favor". Se ele trouxer apenas duas, deixe que ele as conte. Ajude-o. Agarre-o pela mão e incentive a contá-las.  Diga "Um, dois, três. Mas tu trouxes-te só duas batatas! A mãe pediu-te quantas batatas?". Espere até ele responder. "Três". Mostre-lhe três dos seus dedos. E responda que ele apenas trouxe duas batatas. Mostre-lhe novamente dois dedos. "Quantos faltam? Uma. Vamos voltar a contar as batatas: uma, duas, três. Já está. Muito bem!".
Este exercício irá ensiná-lo a contar e a associá-lo ao objecto (quantidade física).
Para o desenvolvimento das capacidades numéricas poderá fazer perguntas como "As batatas têm todas o mesmo tamanho? Qual é a batata maior? E a mais pequena?", pode pedir para o seu filho ordenar as batatas da maior para a mais pequena. 


"Os alicerces da matemática residem na linguagem." (Pieterse, 2008)


Referência bibliográfica
Pieterse, M. (2008). Conversas de Bebé. Livros Horizonte.

DIA MUNDIAL DA VOZ


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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Para celebrar o Dia Mundial da Voz publicamos um poster informativo sobre a voz: como educar?


Processamento Auditivo Central: novos desafios!


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Quarta-feira, 19 de Março de 2014


"Ao falarmos de processamento auditivo central referimo-nos à percepção auditiva que envolve os processos de: atenção selectiva, detecção de som, discriminação, localização, reconhecimento (padrões de intensidade, frequência e duração) compreensão e memória"

Revista Comunicativa 2011


PEL: Perturbação Específica da Linguagem


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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

Imagem de: http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/

Preste atenção aos sinais! O seu filho troca sons (exemplo: bota/mota), produz frases curtas e/ou desorganizadas, manifesta dificuldades na aquisição das competências de leitura e escrita, dá "anormalmente" muitos erros, disse as primeiras palavras, mais tarde comparativamente às outras crianças da mesma idade? Então poderá estar perante uma Perturbação Especifica da Linguagem - PEL.

O que é a PEL?
As Perturbações Especificas da Linguagem, são perturbações do desenvolvimento da linguagem que afetam aproximadamente 7% das crianças em idade pré-escolar. 
Esta é uma patologia em que o diagnóstico é realizado por exclusão de vários factores. Assim, não se observam:
  • Perda auditiva (durante pelo menos os últimos 6 meses);
  • Alterações cognitivas;
  • Alterações da estrutura e função oral;
  • Lesões do Sistema Nervoso Central.
Existe sim, um desfasamento entre os vários domínios da linguagem: fonologia, semântica, morfologia, sintaxe e pragmática
Perturbação mais comum em rapazes do que em raparigas. Pode ser diagnosticada em idade pré-escolar, embora muitas vezes só é detectada em idade escolar.
O que fazer?
» Encaminhamento - pais, educadores, professores, médicos família/pediatra;
» Despiste - o Terapeuta da Fala, integrado na equipa multidisciplinar.

Intervenção do Terapeuta da Fala?
O Terapeuta da Fala terá como objectivos melhorar todas as competências linguísticas alteradas ao nível da oralidade, bem como prevenir o insucesso da aprendizagem da leitura e escrita.

Fonte: 
Folheto informativo do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão;
Ximenes, M. & Martins, I. (2011). Perturbações do desenvolvimento da linguagem: bases biológicas e classificações. Nascer e Crescer: 20, 173-173.

Respiração Oral: quais as consequências?


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Domingo, 05 de Janeiro de 2014

Fonte: Site Breathe Ability
É comum observarmos no nosso dia-a-dia, crianças que respiram pela boca. A Síndrome da Respiração Oral é frequente na infância e conduz a uma série de consequências para o crescimento e desenvolvimento global das crianças. 
Cerca de 30% das crianças em idade pré-escolar são respiradores orais, perturbação responsável pelo baixo desempenho e rendimento escolar, problemas de postura, dificuldades de mastigação, oclusão e deglutição, apresentando maiores probabilidades em desenvolver infecções respiratórias. 
De acordo com os especialistas, quando as crianças respiram predominantemente pela boca, o cérebro recebe menor quantidade de oxigénio, o que prejudica a capacidade de atenção/concentração, conduzindo consequentemente à diminuição do desempenho e rendimento escolar. Por outro lado, as crianças ao respirarem pela boca, todas as impurezas, como vírus e bactérias que deveriam ser filtrados no nariz, penetram facilmente o nosso organismo, levando ao desenvolvimento de doenças respiratórias.

Como identificar a respiração oral?
Crianças com a Síndrome da Respiração Oral apresentam as características:
  • Padrão respiratório predominantemente oral (inclusive durante o sono);
  • Estridor respiratório (barulho ao respirar, indicativo de perturbação respiratória);
  • Perturbações durante o sono (ressonar e/ou existência de secreções salivares); 
  • Alterações craniofaciais (ósseas e musculares - rosto alongado);
  • Alterações ortodônticas (mordida aberta, incompetência labial, palato/céu da boca ogival);
  • Alterações na postural corporal (cabeça e ombros projectados para a frente).
Quais as causas da respiração oral?
De entre as causas capazes de promover um padrão respiratório oral, destacam-se três:
  1. Causas alérgicas como a rinite.
  2. Causas obstrutivas, que dificultam a passagem e circulação de ar pela cavidade nasal, forçando o estabelecimento do padrão respiratório oral, tais como: alterações do septo nasal e aumento do volume dos adenóides.
  3. Causas funcionais, quando a crianças não apresenta nenhuma das causas acima referidas, demonstrando aquisição do hábito de respirar pela boca, por sucção de chucha, do dedo, etc.
Qual o tratamento para a respiração oral?
Devido às múltiplas causas e consequências da Síndrome da Respiração Oral, a abordagem terapêutica deverá ser feita por vários especialistas. Neste sentido, a abordagem multidisciplinar conta com a actuação de Alergologistas, Otorrinolaringologista, Médico dentista, Terapeuta da Fala e Fisioterapeuta. 

Qual o papel do Terapeuta da Fala?
O Terapeuta da Fala é responsável pela avaliação dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, bochechas e palato) e das estruturas estomatognáticas de respiração, mastigação, deglutição e fala. E responsável pela reeducação da musculatura oral e aprendizagem de um padrão respiratório costodiafragmático. 

Fontes: 
1. Bresolin, D., Shapiro, G. & Shapiro, P. (1984). Facial characteristics of children who 
breathe through the mouth. Pediatrics,73.
2. Junqueira, O. (1997). A postura em repouso dos órgãos fonoarticulatórios frente aos limites 
anatômicos do paciente na terapia miofuncional. Revista Pró-Fono, 9.

AVC na Infância


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Terça-feira, 26 de Novembro de 2013


Fonte: www.sfgate.com
Em 2009, meia centena de bebés e crianças portuguesas foram vitimas de AVC (Acidente Vascular Cerebral). O diagnóstico clínico de AVC pediátrico, por ser raro, torna-se num procedimento complexo, acabando por ser muitas vezes tardio.

O que é o AVC?
Segundo a Organização Mundial de Saúde, AVC "é uma síndrome clínica caracterizada pelo rápido desenvolver de sinais de perturbação focal ou global das funções cerebrais, que dura mais de 24h, ou que leva à morte."

Causas do AVC Infantil?
Os AVC´s são menos frequentes em crianças do que nos adultos, mas quando ocorrem, podem ter consequências no desenvolvimento global das crianças. 
Malformações congénitas (malformações arteriovenosas), doenças genéticas, metabólicas e infecciosas são algumas das causas que podem conduzir à ocorrência de AVC, no útero materno ou em idades precoces. 

A febre "baralha" o diagnóstico de AVC Infantil?
Em alguns casos, as crianças apresentam febre e convulsões, o que "baralha" o diagnóstico, pois estes sinais clínicos são frequentemente associados na infância, a infecções, epilepsia e enxaqueca. Por isso, torna-se complexo o diagnóstico de AVC na infância.


Consequências do AVC Infantil?
Como consequência do AVC podem-se verificar alterações motoras, cognitivas, de linguagem e comportamentais. 
Contudo, em comparação com o adulto, genericamente o prognóstico de recuperação de AVC durante a infância é melhor, devido sobretudo a uma maior plasticidade cerebral, que facilita a reabilitação.

Afasia Infantil?
A afasia infantil é uma perturbação da linguagem decorrente de uma lesão cerebral, sendo classificada de acordo com a idade em que ocorre.
Na afasia infantil pode ocorrer:
  • Perturbações de compreensão e expressão da linguagem;
  • Atraso nas primeiras capacidades de linguagem como o balbucio;
  • Alterações sintácticas, semântica e fonológicas;
  • Mutismo inicial (afecta a produção verbal, ausência de iniciativa para falar);
  • Dificuldades na produção articulatória.
A Terapia da Fala pode ajudar na reabilitação da Afasia Infantil, como consequência de AVC na infância.

Fonte: 
1. Artigo Jornal Expresso, 15 de Fevereiro de 2010.
2. Van Hout, A. (2003). Acquired aphasia in chilhood. Handbook of Neuropsychology, vol. 8, 631-658.
3. Vargha-Khaden, O., O´Gorman, AM. & Watters, GV. (1985). Aphasia and handedness in relation to hemiparesis with age at injury and severity of cerebral lesion during childhood 108, 677-696.

Brincar: Será uma acto terapêutico?


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Terça-feira, 19 de Novembro de 2013



Vamos brincar?
O acto de brincar além de favorecer o processo afectivo, cognitivo e imaginativo das crianças, é determinante no desenvolvimento da linguagem.
Brincar/jogar designam formas elementares de comunicação infantil, com as quais as crianças projectam o seu dia-a-dia e o impacto que este tem sobre elas. É por isso, comum vermos crianças a imitar uma família, um médico ou até um polícia.
É através da brincadeira que a criança consegue vencer os seus limites, passando a vivenciar experiências que vão além da sua idade e realidade. Deste modo, vão progressivamente construindo e desenvolvendo a consciência de tudo aquilo que a rodeia.
Em conclusão, brincar é uma actividade humana criadora, na qual a imaginação, a fantasia e a realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de acção, assim como, de novas formas de construir relações sociais como os seus pares.


Brincar, será um acto terapêutico?
A maior parte das actividades lúdicas propostas à criança em Terapia da Fala são realizadas na presença de jogos e brincadeiras, uma vez que são figurativas da sua realidade e imaginário. Brincar, é por isso, um acto terapêutico, utilizado como um meio específico de comunicação que reforça ou substitui o significado da língua falada e potencia a adesão da criança à terapêutica.

Quais as vantagens de brincar na Terapia?
Ao utilizar a brincadeira/jogo na prática terapêutica, pode-se observar as seguintes vantagens:

  • Um momento lúdico que proporciona prazer na actividade;
  • A oportunidade de viver uma situação de ganho ou perda, determinante em crianças com baixa tolerância à frustração;
  • A oportunidade da aquisição de regras sociais;
  • O aprimoramento das funções cognitivas e perceptivas como organização espacial e temporal, memória, percepção visual e auditiva, classificação e seriação;
  • A facilidade da criança servir-se de um vocabulário seleccionado. 
Fonte:
1. Nascimento, L. (2003). Brincando com os sons. Pró-Fono.

Terão os gémeos uma "linguagem secreta"?


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Quarta-feira, 06 de Novembro de 2013

"Linguagem secreta"
A expectativa de ter filhos gémeos pode ser incrivelmente emocionante. Contudo, pode ser tão esmagadora, com o dobro das responsabilidades para metade do tempo. 
A aquisição e o desenvolvimento da linguagem em crianças gémeas pode apresentar-se um autêntico desafio para os pais. 

Aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças gémeas 
As crianças gémeas podem apresentar uma aquisição e desenvolvimento da linguagem "normais", porém muitas dessas crianças também podem demonstrar atrasos da aquisição/desenvolvimento da linguagem ou perturbações especificas de linguagem.
Factos que podem dever-se a interferências biológicas (prematuridade, baixo peso etc.) ou a aspectos interaccionais como:
  • Reduzidas oportunidades de interacção com a mãe (atenção partilhada);
  • Presença de competição durante o processo de comunicação;
  • Dificuldade no estabelecimento de uma identidade própria;
  • Tempo de estimulação menor.

Terão os gémeos uma "linguagem secreta"?
A "linguagem secreta" ou criptofasia ou idioglossia pode ser identificada em crianças gémeas. Esta define-se numa forma de comunicação própria, que se manifesta através de códigos verbais ou não verbais.
São identificados dois tipos de subtipos de "linguagem secreta":
  1. A de compreensão partilhada, dirigida aos outros (pais, avós etc.), mas inteligível, apesar de aparentemente ser compreendida pelo outro gémeo;
  2. A "linguagem secreta" dirigida exclusivamente ao outro gémeo, inteligível aos outros (pais, avós etc.), mas claramente compreendida e usada somente pelos gémeos.
Veja este video, que ilustra a presença de "linguagem secreta" entre dois bebés gémeos.


Este fenómeno, está aparentemente associado ao desenvolvimento ocorrido durante o segundo ano de vida das crianças gémeas, juntamente relacionado com o aparecimento de uma fala imatura, mas que tende a desaparecer nos 16 meses seguintes.

Os meus filhos gémeos precisam de Terapia da Fala?
Os seus filhos gémeos precisarão de uma avaliação em Terapia da Fala se apresentarem uma destas características:

  • Presença de "linguagem secreta" após 3 anos de idade;
  • Atraso na aquisição da linguagem (não produzirem as primeiras palavras após os 2 anos e meio de idade);
  • Um dos gémeos ser o porta-voz do outro gémeo (pode significar um atraso da aquisição/desenvolvimento da linguagem do gémeo que não é porta-voz).

A intervenção precoce em Terapia da Fala poderá ser a solução para a reabilitação dos sinais acima descritos, bem como poderá ajudar a lidar com as exigências de aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças gémeas.


Fontes:
1. Bishop, D. & Bishop, S. (1998). "Twin language": a risk factor for language impairmente?Journal of Speech and Hearing Research  41 , 150-160.
2. Lewis, B. & Thompson, L. (1992). A study of developmental speech and language disorders in twins. Journal of Speech and Hearing Research 35, 1086-1094.
3. Thorpe, K., Greenwood, R., Eivers, A. & Rutter, M. (2001). Prevalence and developmental course of "secret language". Int. Language Commun Disorder 36, 43-62.

Paralisia Cerebral: Um desafio!


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Domingo, 20 de Outubro de 2013

A CRIANÇA COM PARALISIA CEREBRAL
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention

O que é a Paralisia Cerebral?
A Paralisia Cerebral (PC) designa uma perturbação do controlo da postura e movimento, como consequência de uma lesão cerebral ou anomalia cerebral no período de desenvolvimento - pré-natal, perinatal ou nos primeiros anos de vida da criança.
De acordo com a localização da lesão, existem vários tipos de paralisia cerebral, tendo em conta as manifestações apresentadas.
  • Espástica - caracterizada por paralisia e aumento de tonicidade dos músculos, resultante de lesões no córtex cerebral e vias daí provenientes;
  • Disquinésia (Atetose/Coreoatetose ou Distonia) - caracterizada por movimento involuntários e variações na tonicidade muscular, resultantes de lesões dos núcleos cerebrais;
  • Ataxia - caracterizada pela diminuição da tonicidade muscular, incoordenação dos movimentos e equilíbrio deficiente, devido a lesão ou anomalia no cerebelo ou vias cerebelosas.
Quais as causas da Paralisia Cerebral?
A Paralisia Cerebral ocorre geralmente devido a hemorragias cerebrais, deficiência na circulação cerebral ou falta de oxigénio no cérebro, traumatismo, infecções nascimento prematura ou icterícia grave neontal. 

Quais os principais perturbações/dificuldades apresentadas?
A Paralisia Cerebral é um deficiência que vai afectar o desenvolvimento da criança. Esta pode apresentar:
  • Défices sensoriais, perturbações de visão e auditivas, dificuldades perceptivas, epilepsia;
  • Défice cognitivo - o seu desenvolvimento pode ser mais lento e limitado em relação às outras crianças;
  • Alterações na motricidade - dificuldades como não segurar a cabeça, não se manter sentada, não andar ou movimentar-se de uma forma descontrolada e insegura;
  • Dificuldades na alimentação - dificuldades nos movimentos dos lábios, língua etc. que afecta a mastigação e a deglutição (engolir);
  • Perturbações de comunicação/fala e/ou linguagem - dificuldades em expressarem-se oralmente.
A criança com PC pode ter uma inteligência normal ou até acima do normal, mas também défice cognitivo, não só pela lesão cerebral, como também falta de estimulo ou experiências, resultante das suas limitações motoras.

Existe tratamento para a Paralisia Cerebral?
A Paralisia Cerebral não tem cura, porque designa uma perturbação estática, que não evoluí ou piora. Contudo, existem vários técnicos de saúde habilitados no tratamento/reabilitação da PC, como a fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e psicologia.

Fontes: 
1. APPC, (2006). A criança com paralisia cerebral. Guia para os pais e profissionais de saúde e educação.
2. Andrada, M., Batalha, I., Calado, E., Carvalhão, I., Duarte, J., Ferreira, C., Folha, T., Gaia, T., Loff. & Nunes, F. (2005). Estudo europeu da etiologia da paralisia cerebral - região de lisboa. 

Será o Implante Coclear a solução?


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Sábado, 12 de Outubro de 2013

Emmanuelhub.wordpress.com
Os implantes cocleares são dispositivos que podem ajudar seu filho a ouvir. Se este apresenta uma perda auditiva profunda, considere falar com o seu médico assistente sobre os implantes cocleares. 
Conhecidos como os "ouvidos biônicos", os implantes cocleares não são uma cura para a perda auditiva. São dispositivos que, ao contrário de um aparelho auditivo, não amplificam o som, mas estimulam directamente as fibras do nervo auditivo, ao nível da cóclea, enviando sinais eléctricos para o córtex cerebral.
Estes pequenos diapositivos electrónicos poderão ajudar o seu filho a desenvolver a fala e a linguagem.

Inplantes Cocleares
Os implantes cocleares constituem, actualmente o melhor recurso terapêutico para as pessoas com surdez profunda. Estes, não conferem aos pacientes uma audição normal, mas fornecem pistas auditivas que melhoram significativamente a comunicação.
Os implantes cocleares multicanais são próteses computorizadas, inseridas cirurgicamente no ouvido interno, que substituem parcialmente as funções da cóclea, transformando a energia sonora em sinais eléctricos. 
São indicados para pessoas portadoras de deficiência auditiva profunda, que não beneficiam de próteses de amplificação sonora individual.
Existem vários tipos de implantes cocleares. Todos eles possuem uma unidade externa, geralmente denominada de processador de sinais, uma interface e uma unidade interna implantável.

Critérios para o uso de implantes cocleares
Paciente pré-linguísticos: 
  • Deficiência auditiva neurossensorial bilateral de grau severo a profundo, com acompanhamento efectivo em Terapia da Fala há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realização do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), que não beneficiem de aparelho de amplificação sonora individual. 
  • Nas crianças, a idade ideal para a utilização de implantes cocleares deverá ser até aos 2 anos de idade, sendo que, quanto mais cedo a criança for implantada, melhor serão os resultados. 
  • A partir dos 5 anos de idade, os pacientes também poderão ser implantados, contudo os resultados dependerão de vários factores, como o grau de desenvolvimento da linguagem e a estimulação auditiva prévia  (utilização de prótese auditiva, capacidade de realização de leitura labial e língua gestual).
Paciente pós-linguísticos: 
  • Deficiência auditiva neurossensorial bilateral de grau severo a profundo que não tenham beneficiado de qualquer tipo de aparelho de amplificação sonora individual;
  • Embora não exista limite de tempo para a colocação de implantes cocleares neste grupo, quanto maior o tempo de surdez, piores serão os resultados.
Procedimento Cirúrgico
A cirurgia para colocação de implante coclear é realizada com o objectivo de inserir os dispositivos internos do implante (receptor e eléctrodos). A técnica cirúrgica pode variar de acordo com o tipo de aparelho a ser implantado, uma vez que existem diferenças no tamanho e espessura dos receptores internos e externos. Em todos os pacientes, são realizados exames auxiliares de diagnóstico, como a TAC e a Ressonância Magnética. 
Considerado um procedimento simples, este é realizado sob anestesia geral e pode durar em média 2 horas.

(Re)Habilitação:Terapia da Fala
A re(habilitação) auditiva em pacientes com implantes cocleares, tem como principais objectivos o treinamento auditivo e o desenvolvimento da comunicação oral, tendo em conta abordagens terapêuticas especificas para cada paciente. 
Só assim, o Terapeuta da Fala conjuntamente com o paciente, a equipa médica e terapêutica, bem como os seus familiares possibilitará uma comunicação funcional e adequada ao desenvolvimento global do individuo. 

Referências Bibliográficas:
1. Fu Q. & Nogaki G. (2005). Noise susceptibility of cochlear implant users: the roles of spectral resolution and smearing. Jornal oh the Association for Research in Otolaryngology: 6, 19-27.
2. Flanagan J. (1997). Speech Analysis - Synthesis and Perceptions.
3. Greenwood D. (1990). A cochlear frequency-position finction for several species - 29 years later. Jornal oh the Acoustical Society of America: 87, 2592-2605.
4. Otto S., Hitselberger W., Shannon R, & Kutchta J. (2006). Multichannel auditory brainstem implant: update on performance in 61 patient. Jornal of neurosurgery: 96, 1063-1071.

Amígdalas e adenóides: Quais as interferências na fala?


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Sábado, 21 de Setembro de 2013


Vamos fazer uma experiência: tape o nariz e tente falar. Isso não afecta a qualidade da sua voz? Se sente diferenças é porque bloqueou uma parte importante do seu corpo, que é utilizada para falar. Esta experiência assemelha-se à qualidade da sua voz e fala, quando está constipado ou com alergias, mas também poderá ocorrer em caso de hipertrofia (aumento) das amígdalas e adenóides. 

O que são as amígdalas e os adenóides?
As amígdalas são estruturas visíveis, que se encontram na parte posterior da boca, em ambos os lados da garganta e os adenóides são estruturas que não são visíveis, mas que se encontram na parte posterior do nariz. Ambas as estruturas detêm a importante função imunitária de combate a infecções. Localizadas estrategicamente nas duas grandes "portas" de entrada das bactérias e vírus no organismo, estas estruturas começam a aumentar de tamanho durante o primeiro ano de vida da criança (aquando dos primeiros contactos com as bactérias) e mantêm-se grandes até cerca dos 4-6 anos de idade, altura em que começam a diminuir de tamanho.
Se por um lado, as amígdalas e os adenóides são fundamentais no sistema de defesa do organismo, estas, são também focos habituais para infecções e obstruções.
No entanto, na sua maioria esses problemas são transitórios e/ou sazonais, tendendo a desaparecer à medida que a criança vai crescendo e ficando com mais defesas.

Como é que as amígdalas e os adenóides podem afectar a fala?
Falar com dor de garganta, não só é doloroso como altera a qualidade e intensidade da sua voz. Se você ou o seu filho tem amígdalas grandes, muitas vezes devido a infecções, pode verificar uma voz mais rouca, com som mais abafado. Se os adenóides estiverem hipertrofiados, verificará que a qualidade da sua voz ou a do seu filho é predominante nasal, ou seja, o som está ligado ao nariz. Estes sinais muitas vezes podem dificultar a compreensão do que diz.

A Terapia da Fala pode ajudar?
A Terapia da fala só pode ajudar, quando as estruturas não estiveram hipertrofiadas. Pois seria semelhante começar fisioterapia com uma perna partida, antes da colocação do gesso. Assim sendo, para os pacientes que apresentam aumento das amígdalas e adenóides por longos períodos de tempo, especialmente para as crianças, a Terapia da fala pode desempenhar um papel fundamental na reabilitação de uma comunicação funcional, através de exercícios de fortalecimento dessas estruturas. 

Que outros problemas podem surgir com a hipertrofia das amígdalas e adenóides?
As dificuldades de fala podem não ser os únicos problemas que pode detectar em si ou no seu filho. Também pode verificar:
  • Dificuldade em respirar;
  • Ronco e apnéia (pausas na respiração) do sono, associado ao aumento das amígdalas e adenóides;
  • Fadiga durante o dia, causado pelo sono interrompido durante a noite;
  • Infecções frequentes nos ouvidos;
  • Infecções nasais recorrentes (que podem afectar a qualidade da fala).

Se qualquer um destes sinais são frequentes, deve procurar o seu médico de família, pediatra, otorrinolaringologista e/ou Terapeuta da fala, a fim de identificarem o diagnóstico e determinarem o seu tratamento.

Fonte: www.speechbuddy.com

TERAPIA DA FALA


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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

A Terapia da Fala chegou a Odivelas e agora com consultas também ao sábado!

Sabia que ...


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Terça-feira, 23 de Julho de 2013

Os bebés com menos de 8 meses de idade, independentemente da sua cultura conseguem detectar sons em qualquer língua? 



Patricia Kuhl, especialista em linguagem nos bebés, revela que os bebés entre os 6-8 meses de idade dominam os sons em qualquer língua. Num estudo realizado, Kuhl comparou um grupo de bebés americanos a um grupo de bebés japoneses, verificando que ambos os grupos conseguiam reconhecer e diferenciar os sons. No entanto, bebés com 10-12 meses esse facto já não se verificou, permitindo concluir que esta capacidade não se mantém também na idade adulta. 

Informação em blog.asha.org

Rastreio On-line


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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013

Detecte as dificuldades de fala, linguagem e comunicação que o seu filho poderá apresentar. Siga os passos seguintes.

Ler para os bebés, sim!


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Domingo, 16 de Junho de 2013


Estimular a leitura é um comportamento que deverá ser incentivado desde tenra idade.




Quando o assunto é estimular e incentivar a leitura em bebés surge imediatamente a pergunta "Mas que tipo de livro posso ler ao meu bebé?", "Serão as histórias de fadas e princesas adequadas?" ou "Serão melhor livros apenas com desenhos?". Pois bem, para um bebé até ao 1 ano de idade, não importa o conteúdo da história, pois não compreende os dilemas apresentados, mas já consegue sentir o prazer em escutar a história.
Fomentar esta actividade permite uma importante interacção entre o adulto e o bebé. É por meio da modulação do seu tom de voz, da interpretação que dá à história, que o bebé vai conhecendo o mundo. E assim, nasce a aquisição da linguagem e a construção do pensamento. 

O QUE LER, COMO LER
Poesias, histórias de repetição, lengalengas, tudo o que envolva ritmo e musicalidade. Seja criativo, pegue em fantoches e conte uma história. As diferentes formas de leitura, as pausas, o virar da página, a mudança de um paragrafo ensinam o bebé a lidar com os momentos de silêncio, que no fundo são cheios de significado. 

DIVIRTA-SE COM O SEU FILHO
Ponha mãos à obra, e na hora de ler uma história tenha em atenção:
  • Prepare o ambiente, coloque o seu bebé ao colo e leia a história com calma;
  • Escolha sempre o mesmo local e "marque o território" com um tapete e algumas almofadas. Se o deu filho já gatinha ou até anda, dificilmente irá ficar quiete, mas compreenderá pelo local que é a hora da história;
  • Escolha uma história curta, com repetições, ilustrações grandes e coloridas.
  • Embora os bebés interajam muito com as mãos e boca, não quer dizer que só precise de livros de plástico, incentive a leitura de histórias em livros de papel, ensinando que não deve pôr o livro na boca, não se rasga ... 
  • Respeite o tempo de atenção do seu bebé. Pode acontecer distrair-se, aborrecer-se ou até adormecer antes da história acabar. Não force a atenção do seu filho. Comece por histórias curtas e ao longo do tempo escolha histórias mais compridas;
  • Diminuir a luminosidade no momento que antecede a hora de deitar ajuda a fazer a transição entre as actividades diárias e a hora de dormir, especialmente em bebés acima de 1 ano de idade. Se pretende ler uma história durante o dia, opte pela luz natural, a não ser que a história e a sua criatividade exija a criação de um clima escuro.
Fonte: Site Crescer

Como detectar o Mutismo Selectivo?


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Quarta-feira, 30 de Maio de 2013

Imagem de nyparenting.com
O Mutismo Selectivo refere-se a uma perturbação de ansiedade infantil, caracterizada pela incapacidade da criança falar em determinados contextos sociais (exemplo: infantário, ama, escola), apesar de compreender a língua utilizada na comunicação verbal e expressare-se adequadamente e de acordo com a sua idade.
É um tipo grave de perturbação de ansiedade social que compromete a comunicação, linguagem e fala. A causa é desconhecida, no entanto, algumas crianças apresentam uma história familiar de perturbações de ansiedade.

Sinais de Mutismo Selectivo
Normalmente, as crianças com Mutismo Selectivo exibem sinais da perturbação antes dos 5 anos de idade. 
  • Não falam em determinados contextos "selectivos", como o infantário, a ama ou escola;
  • Falam normalmente em pelo menos um contexto (normalmente é em casa, embora uma pequena percentagem das crianças com este diagnóstico revelem igualmente esta característica de mutismo em casa);
  • O mutismo revela-se persistente durante pelo menos um período de um mês;
  • Crianças extremamente tímidas e envergonhadas, que se inibem de comunicar (sorrir, falar, acenar etc.);
  • Atrasos e/ou perturbações de linguagem.
Imagem de drjoshuarosenthal.com

Diagnóstico de Mutismo Selectivo
A criança deve ser observada por vários profissionais de saúde. Pelo pediatra, que irá despistar uma perturbação física e encaminhar para um Psicólogo, um Técnico de Audiologia para despiste de défice auditivo e por fim para um Terapeuta da Fala, que avaliará a comunicação, fala, linguagem e motricidade orofacial.

O que devem fazer os pais que suspeitem de Mutismo Selectivo?
Aos pais compete transmitir segurança e conforto, assegurando que auxiliam os seus filhos durante o processo de superação das suas dificuldades, medos, angustias e frustrações.
É determinante que a criança seja orientada por um profissional de saúde - Pediatra, Psicólogo e Terapeuta da Fala.
Quanto mais precocemente se diagnosticar a perturbação e submetê-la a tratamento, melhor será o seu prognóstico de evolução das dificuldades identificadas. 

O seu filho tem apraxia do discurso?


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Terça-feira, 22 de Maio de 2013



Imagine esta situação. Está sentado no seu escritório a trabalhar e precisa de fazer uma chamada telefónica para vender um produto da sua empresa. Procede à ligação, é atendido, mas de repente da sua boca apenas saí um par de vogais  "aaa -ooo", sabe o que quer dizer, mas não consegue fazê-lo. Parece um pesadelo, não se consegue fazer entender. Isto é o que acontece nas crianças com apraxia do discurso.

O que é a Apraxia do Discurso?
A apraxia do discurso na infância, designa uma perturbação da articulação verbal devido a lesão cerebral, que resulta da incapacidade para programar o correcto posicionamento e a sequência dos movimentos da musculatura orofacial (lábios, língua, etc.) para produzir os sons.

Quais os sinais de alerta?
Se o seu filho tem apraxia do discurso, os primeiros sinais de alerta tornam-se tipicamente evidentes durante os primeiros anos de vida. Note se o seu filho apresenta dificuldades na produção dos primeiros sons e/ou palavras (sendo estes últimas constituídos predominantemente por vogais). Pode também observar longas pausas entre sons, omissões ou substituições de sons e até dificuldades na produção de palavras mais longas (polissilábicas) e complexas.
O discurso de crianças mais velhas pode parecer monótono, agitado ou normal. 
É de salientar que na apraxia do discurso, as crianças tendem em apresentarem melhores capacidades na compreensão da linguagem do que na expressão.

Outros sinais de alerta: crianças com apraxia do discurso podem apresentar dificuldades na coordenação motora dos músculos orais, utilizados durante a alimentação, bem como hipo ou hipersensibilidade oral.
Como é diagnósticado?
Se suspeita que o seu filho possa ter apraxia do discurso ou outra qualquer perturbação da fala, deve consultar um Terapeuta da Fala, para realizar uma avaliação. A terapia da fala pode ajudar o seu filho a comunicar de forma eficaz.
O Terapeuta da Fala vai avaliar a capacidade motora dos músculos orais, bem como a sensibilidade e coordenação. Vai também observar a componente de compreensão e expressão do seu discurso.

Como estimular a linguagem do seu filho?


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Terça-feira, 14 de Maio de 2013



Os pais são os melhores professores do ensino da língua materna dos seus filhos. São eles que detêm o maior número de oportunidades no desenvolvimento da linguagem. 
Em casa, a terapia da fala deve incluir várias "técnicas de expansão da linguagem", que os pais ou os cuidadores devem usar.
Falar olhando para o seu filho, quase como se tivesse a narrar uma história, pode ser uma óptima estratégia a utilizar durante a fase de desenvolvimento. 

Algumas sugestões incluem:
  • "Self talk" é uma técnica onde os parceiro comunicativos (pais, educadores ou cuidadores) devem descrever, de forma narrativa, as suas acções, emoções ou experiências vividas. Por exemplo: "Olha! Eu estou a ver um carro grande e azul. Ele é tão rápido" ou "Estou a empurrar um comboio, uhuhhhh";
  • "Conversa paralela" é uma técnica que envolve a descrição das acções ou tarefas que o seu filho/educando está a realizar. Embora, muitas vezes possa parecer um monologo, pois há crianças que não apresentam um vasto vocabulário, é importante manter a conversa, pois permite-lhes aprenderem o significado das palavras dentro do contexto vivido; 
  • "Expansão" pode ser utilizada como forma de reformulação do conteúdo expressivo da criança, ou seja, corrija ou complete discursos curtos ou incompletos. Por exemplo: se a criança diz "bebé chora", os pais/educadores devem reformular a frase que está incompleta, dizendo "o bebé está a chorar";
  • "Acrescentar" é uma técnica muito semelhante à anterior, mas serve para desafiar e ensinar as crianças, adicionando mais informação ao discurso. Assim estará a ensinar novos vocabulários. Adicione verbos, adjectivos, preposições. Por exemplo: Se a criança disser "gato", pode acrescentar "é grande o gato". As crianças precisam de modelos para novas palavras, de modo a adicioná-los no seu vocabulário.
Onde e quando estimular a linguagem?
Existem muitas oportunidades de estimular a linguagem do seu filho/educando ao longo do dia. Em casa, durante as tarefas (vestir, higiene), refeições; no carro, para descrever o que está a ver pela janela. Durante a leitura de um livro - incentive a criança a apontar e descrever o que vê; durante um jogo didáctico - onde pode utilizar a técnica da "Conversa paralela" enquanto a criança finge uma personagem, ou está soprando bolas de sabão ou a brincar com carros ou bonecas.

Oficina criativa: para Terapeutas da Fala


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Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Amigos da Fala - "Speech Buddies"
Aqui fica uma sugestão de um material de intervenção para Terapeutas da Fala, que actuam junto de pacientes com perturbações articulatórias, apraxias, fendas palatinas e até pode ser utilizado em paciente com deficiência auditiva.


Speech Buddies (/r/, /l/, /Z/, /s/e /X/)

Proposta: Speech Buddies
Idades: Transversal a todas as faixas etárias
Objectivos: Cada Buddy tem um fonema alvo (/r/, /s/, /l/, /Z/ e /X/) que ensina o paciente a colocar correctamente a língua no ponto articulatório pretendido e o movimentá-la para a produção dos fonemas. Pode ser utilizado na produção dos fonemas isoladamente, em sílabas e nas palavras. 
Este material foi especialmente concebido para proporcionar biofeedback táctil ao paciente.
Link: https://www.speechbuddy.com/slps

VEJA COMO FUNCIONA 

Sabia que ...


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Terça-feira, 16 de abril de 2013

"Portugal é o 3º País da Europa com maior incidência de cancro da laringe, alerta a Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico-Facial (SPORL), a propósito do DIA MUNDIAL DA VOZ que se assinala hoje dia 16 de abril. 

FAÇA COM QUE A SUA VOZ SEJA OUVIDA

É o lema da iniciativa que a SPORL lança este ano, no âmbito da data, lamentando que uma grande parte dos casos de cancro surjam numa fase tão tardia. A detecção precoce de tumores malignos das cordas vocais é urgente e exige uma maior atenção da população. O desenvolvimento destes tumores está estritamente relacionado com o consumo de tabaco (apenas 1% dos casos surge em não fumadores)."

95% é a taxa de sobrevivência dos doentes que tiveram cancro da laringe após 5 anos. Em risco estão homens, dos 60 aos 70 anos, com hábitos tabágicos e alcoólicos e rouquidão (por mais de 3 semanas).

O que é a voz?
A voz é o som resultante da vibração das cordas vocais, provocada pela passagem do ar expiratório, proveniente dos pulmões. Este som é modelado pelas cavidades de ressonância - faringe, cavidade oral e nasal.
Define a concretização física e audível para a comunicação inter-pessoal. É para muitos profissionais (professores, cantores, actores etc.) o seu principal instrumento de trabalho, e por isso é fundamental a manutenção de uma "voz saudável".

Terei algum problema de voz?
As alterações na voz estão associadas a sinais como a afonia (ausência de voz), disfonia (ou rouquidão), alterações da intensidade da voz, fadiga vocal, dor ou sensação de "mal-estar". 
O aparecimento de expectoração com sangue, exige uma observação urgente por um médico especialista - Otorrinolaringologista.

Quais as causas mais frequentes de alterações vocais?
  • Infecções respiratórias que prolongadas durante duas semanas conduzem, na maior parte dos casos a alterações na voz;
  • Hábitos tabágicos e alcoólicos;
  • Mau uso e abuso vocal - uso prolongado ou intenso da voz;
  • Ambientes poluídos - secos ou contaminados com pó ou fumo de tabaco e ruidosos;
  • Presença de refluxo gastroesofágico, que conduz pigarreio, tosse seca e/ou sensação de corpo estranho na garganta;
  • Infecções, traumatismos ou tumores na região cervico-facial.
As alterações vocais constituem um dos primeiros sinais de alerta, de patologia da laringe (tumores) e o diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de cura.
Por isso, torna-se indispensável a observação clínica se, dentro de duas a três semanas a recuperação de algum dos sinais acima mencionados não ocorrer.

Responda a este questionário e saiba se precisa de consultar um médico Otorrinolaringologista.
  1. A sua voz ultimamente tornou-se rouca ou áspera? 
  2. Sente por vezes, dor, irritação ou sensação de corpo estranho na garganta quando fala?
  3. Tem que fazer esforço para falar?
  4. Sente necessidade de pigarrear?
  5. Nota que perdeu a capacidade de emitir sons agudos quando canta?
SE RESPONDEU AFIRMATIVAMENTE A PELO MENOS UMA DAS PERGUNTAS, CONSULTE UM MÉDICO OTORRINOLARINGOLOGISTA

Como manter a "voz saudável"?
  • Beba (6 a 8 copos diários) água à temperatura ambiente - hidrata e lubrifica as cordas vocais;
  • Evite beber álcool, café, bebidas gaseificadas e com cafeína (chá preto) - pois provocam desidratação das cordas vocais;
  • Evite fumar - é do conhecimento geral que o tabaco pode provocar cancro do pulmão e da laringe, tanto nos fumadores "activos" como nos "passivos";
  • Evite esforçar ou abusar da sua voz - não deve falar muito alto em locais ruidosos, pois o ruído obriga a aumentar a intensidade da voz, comprometendo a sua qualidade. É preferível deslocar-se à pessoa que deseja falar ou se não for possível utilizar um sistema de amplificação do som; 
  • Evite pigarrear ou tossir durante ou após o usa da voz, se outros motivos não houver, constitui um mau hábito vocal, de efeito passageiro, por isso, se sente essa necessidade, é preferível beber água  deglutir (engolir) em seco, bocejar ou fazer a vibração dos lábios e da língua, sem som.
  • Descanso vocal - é importante o repouso vocal após o uso prolongado ou intenso da voz.
OIÇA A SUA VOZ! Se notar alguma alteração consulte um médico ou um Terapeuta da Fala


Texto adaptado de: Guimarães, I. (2004). Os problemas de voz nos professores: prevalência, causas, efeitos e formas de prevenção. Revista Portuguesa de Saúde Pública.  

Daniela Gonçalves. Com tecnologia do Blogger.